Esse negócio da mãe preta ser leiteira já encheu sua mamadeira, vá mamar noutro lugar
a rede bobo tá perdendo (perdeu faz tempo!) o senso do ridículo (do que ainda é digno de riso).
colocam uma branquela fantasiada de princesa cyberpunk no meio de um bando de macaco saltitante. Fantasias de macaco iguaizinhas umas às outras, tornando-se como q uma sombra pra aclarar ainda mais a figura central, a modelo, cantora, dançarina, apresentadora, a gaúcha que fala de amor e sexo. assim que a música acaba os macacos são convidados a se retirar, claro, pois o programa deve continuar.
o arranjo da música lembra os dos axés populares nos anos 1990, de massa. Sem muita dinâmica, a voz inexpressiva, forte o tempo todo, quase ñ se nota o texto, frases firmes e sem sentimento, quase sem sentido, o único sentido, parece ir em direção apenas ao refrão e ao espetáculo de luzes e movimento da televisão.
e pra fechar, com chave de estrume, o ciclo esquizofrênico da televisão, a ausência completa de sentido: a coreografia primata serviu apenas de introdução a um programa sobre amor e sexo. cada macaco no seu galho, eu não me canso de falar, use camisinha (?). se ainda fossem bonobos saltitando livremente... mas não, pessoas vestidas, de macaco. nunca assisti o programa, mas ainda deve ter algum tipo de competição sobre conhecimento sexual. coisa típica de chimpanzé q aprendeu a raciocinar: ao invés de dar marretada no outro, procura derrotá-lo, desterritorializá-lo outro inundando-o com o que acumulou-se de informação (clitóris! clitóris! clitóris!); não se a-prende para des-prender, mas para re-preender, manter-nos a todos na mesma situação opressora.